Museu do Louvre: não perca seu tempo

Museu do Louvre: não perca seu tempo

O título é provocativo. Visitar o Louvre é quase uma obrigação para quem vai a Paris, pois é o museu mais sensacional e com o mais valioso acervo de peças de arte do mundo. Mas é preciso ter ao menos uma ideia do que ver no museu. Caso contrário, você vai vagar pelos extensos corredores e muitas escadarias do Louvre sem muito proveito, perdendo o seu tempo em Paris.

Vejamos, se você quiser conhecer todas obras do Louvre, saiba que são cerca de 35 mil.  Sendo rápido e gastando 25 segundos para ver cada uma delas, precisará de quase 50 dias, considerando 5 horas de visita por dia. Convenhamos que é uma tarefa impossível e desaconselhável. O mais indicado é otimizar o seu precioso tempo em Paris e ver apenas algumas obras selecionas. Quem sabe 3 a 4 horas de visita serão suficientes. Veja algumas sugestões.

Mona lisa

É a obra de arte mais valiosa do mundo. O sorriso enigmático da senhora italiana já rendeu livros, filmes, documentários, além de muita discussão, polemica e fascínio. O próprio Leonardo da Vinci trouxe a pintura da Itália para a França em 1506. Antes de ir para o Louvre, por volta de 1880, após o término da Revolução Francesa, estava no Palácio de Versalhes nos aposentos de Napoleão Bonaparte. Sem dúvida, Napoleão tinha poder e muito bom gosto.

Como uma grande estrela mundial, a Mona Lisa sempre foi muito visada. Roubada do Louvre em 1911, foi recuperada dois anos após. Em 1956 sofreu dois atentados. No primeiro jogaram ácido e, alguns meses após, uma pedra. Em 2009 mais uma tentativa: desta vez jogaram uma xícara vazia que quebrou na proteção. Esses fatos explicam os muitos aparatos de segurança que estão instalados no local em que a pintura está exposta no Louvre.

Só mais uma coisinha: é preciso tranquilidade e paciência para se aproximar e fotografar a senhora do sorriso enigmático, pois haverá dezenas de pessoas na sua frente com o mesmo objetivo, a maioria fazendo selfie. Enfim, faz parte do jogo.

As Bodas de Caná

Menos badalada que a Mona Lisa, essa pintura fantástica também precisa ser vista. O tema da obra é o primeiro milagre de Jesus, a transformação de água em vinho, e é constituída por aproximadamente 130 personagens. Pintada pelo italiano Paolo Veronese em 1563, é a maior pintura do Louvre, com quase 10 m de largura e aproximadamente 7m de altura. Permaneceu no refeitório do Mosteiro de San Giorgio Maggiore em Veneza por mais de 235 anos.

Foi saqueada em 1797 durante as invasões napoleônicas e levada para Paris. Detalhe: devido ao seu tamanho, a obra foi cortada em duas partes para ser transportada e novamente costurada em Paris.

A Liberdade Guiando o Povo

Esse quadro foi pintado em 1830 por Eugène Delacroix e adquirido pelo Louvre em 1874. No quadro uma mulher representando a liberdade empunha a bandeira da Revolução Francesa. No entanto, apesar de estar relacionado, o tema dessa pintura é a Revolução de 1830 de Paris que depôs Carlos X, o penúltimo rei francês.

Há uma relação dessa pintura com o Brasil. A efígie ou imagem da República, aquele rosto de mulher que aparece nas notas de Real, teve como inspiração a “Liberdade” desse quadro.

Vênus de Milo

É considerada por alguns a segunda obra de arte mais famosa do mundo, só superada, é claro, pela Mona Lisa. Se sabe pouco sobre essa obra, que é cheia de lendas e histórias controversas. Foi descoberta em 1820 na ilha de Milo, Grécia, e tem 2,02 m de altura.

O autor é desconhecido e, provavelmente, a estátua foi esculpida no século II a.C. Com relação aos braços, já há até livro escrito sobre o tema. A versão mais aceita é que já foi encontrada sem e quebrada na cintura em duas partes. Comprada por preço de banana, a escultura quebrada foi para Paris e restaurada por especialistas do Museu do Louvre, onde se encontra até hoje.

Escriba Sentado

A estátua do Escriba Sentado é considerada uma das obras primas da arte egípcia. Mede cerca de 50 cm e foi confeccionada (pasmem!) há aproximadamente 4.500 anos atrás. Foi encontrado em 1850 e adquirida pelo Museu Louvre em 1854. O autor é desconhecido.

Reparem o olhar sereno e atento da estátua. Parece que está olhando para algo importante. Os olhos foram confeccionados com pedras semipreciosas incrustadas. Sem dúvida, mais que uma obra prima egípcia, uma obra prima da humanidade.

Vitória de Samotrácia

A escultura Vitória de Samotrácia representa a deusa grega Nice (Vitória) e foi encontrada em 1863 na ilha grega de Samotrácia, daí veio seu nome. Alguns anos após, também foram encontrados a proa da embarcação e o pedestal que sustenta a estátua, no alto da Escadaria Darú do Louvre. Veja a foto abaixo.

A escultura, encontrada fragmentada em mais de cem partes, foi restaurada pelos especialistas do Louvre. De autor desconhecido, tem 2,75 m de altura.

Presumisse que tenha sido esculpida no século II a.C. Mais um mistério: assim como os braços da Vênus de Milo, a cabeça da Vitória de Samotrácia nunca foi encontrada. Apesar de estar muito danificada, a Vitória de Samotrácia é uma das maiores atrações do Louvre.

O Louvre abre diariamente das 9 às 18 horas. Não abre nas terças feiras. Para mais informações, consulte o site do Louvre.

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